O que grávidas e lactantes precisam saber sobre as vacinas para a Covid-19

Não há dados robustos sobre como os imunizantes reagiriam em gestantes ou mulheres que estão amamentando, uma vez que eles não foram testados de forma direcionada nessas populações. No entanto, entidades de saúde dizem que a falta de respostas não necessariamente impõe barreira. Explicamos

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Com a recente aprovação da CoronaVac, do laboratório Sinovac, e da vacina de Oxford, do laboratório AstraZeneca, surgem questões sobre a viabilidade dos imunizantes em mulheres grávidas ou que estão amamentando. A liberação pela Anvisa garantiu, no Brasil, a eficácia e, sobretudo, a segurança das fórmulas. Entretanto, a aplicação em alguns grupos ainda exige cautela, porque são grupos que não participaram diretamente de testes em massa – e não devem ser alvo de grandes levantamentos tão cedo. Grávidas e lactantes fazem parte dessas populações.

É que é praxe: no desenvolvimento de vacinas, crianças e gestantes costumam não ser incluídos nos testes. “Esses grupos são considerados especiais na testagem de medicamentos e vacinas. No caso de grávidas, especialmente para evitar a exposição do feto a substâncias que ainda não se conhece o efeito em adultos”, explica o infectologista Maurício Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto. Com as vacinas desenvolvidas para combater o novo coronavírus, não foi diferente.

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A falta de respostas não necessariamente impõe barreira, mas é preciso se atentar a algumas questões. Elas devem embasar especialmente as decisões de mulheres que fazem parte dos grupos prioritários da campanha coordenada pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), como profissionais da saúde, indígenas e quilombolas, mas também quem planeja engravidar nos próximos meses. Respondemos às principais delas.

Marie Claire