Selic a 2,25% põe fim à era de rendimentos altos e baixo risco

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Mais um corte da taxa básica de juros (Selic) – agora em 2,25% ao ano – consolida a tendência de juros baixos para os próximos anos e impõe desafios para os investidores. Quem está habituado a aplicar na caderneta de poupança ou em CDBs, por exemplo, terá de buscar outras opções e correr mais riscos para continuar a fazer o dinheiro render.

Os produtos de renda fixa, que até pouco tempo atrás rendiam cerca de 1% ao mês, quando a Selic girava em torno de 12%, hoje rendem cerca de 3% ao ano. E, for se considerada a inflação, próxima a 2%, a rentabilidade real dessas aplicações, hoje, é praticamente zero.

“Esse corte da Selic gera um impacto significativo para aquele pequeno poupador mais conservador. Não só a poupança, mas a renda fixa como um todo terá um ganho real muito baixo, o que significa que vai ter apenas a manutenção dos seus recursos. E isso gera uma perspectiva de uma migração de recursos, provavelmente, para a renda variável ou para fundos multimercados (com diferentes classes de ativos em um único produto)”, diz Ricardo Coimbra, presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE). (Diário do Nordeste/Foto: AFP)