100 dias da Covid-19 no CE: como o sistema de saúde do Estado reage diante da pandemia

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Há 100 dias, fazia sol em Fortaleza. Era domingo. E a polêmica momentânea era o jogo de portões fechados entre Ceará e Sport, na Arena Castelão. O advento do coronavírus já causava temor no Ceará. No Brasil, 14 Estados já contabilizavam casos. Há 100 dias, em 15 de março, o Ceará confirmava os três primeiros pacientes com Covid-19. Agora, se contam 100 dias de dores, perdas, adaptações e superações. E reviravoltas.

Antes, as preocupações, direcionadas no primeiro semestre, sobretudo, às arboviroses – com a expectativa de alta incidência da dengue tipo 2, em 2020 – se voltaram todas para à Covid-19. As emergências e suas demandas diversas como atendimentos cardíacos, neurológicos, traumatológicos e vasculares, dentre outros, não pararam nesse período, é verdade. Mas, em parte, deram lugar à relevância das dores dos acometidos pelo coronavírus. Foi preciso ampliar rapidamente a assistência hospitalar.

Com os casos de coronavírus já confirmados, em abril, a Sesa informou que o Ceará tinha 1.181 leitos de UTI no Estado, sendo 680 conveniados ao SUS. Na Capital, relata o prefeito Roberto Cláudio, havia cerca de 1.100 leitos de UTI e enfermaria distribuídos nos 10 hospitais municipais pré-pandemia. Nesses 100 dias, só em Fortaleza, foram criados outros 800 leitos.

Hoje, são 75 unidades hospitalares atendendo pacientes com Covid-19, com 829 leitos de UTI e 2.024 de enfermaria exclusivos para a doença.

(Diário do Nordeste/Foto: Camila Lima)