Presidente do SINCAJU apresenta sugestões para revitalização da cajucultura no Ceará

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Convidado há mais de um ano pela Inspetoria do CREA localizada em Aracati para, entre outras atividades, visitar e dar orientação técnica para os produtores do Litoral Leste, o presidente do Sindicato dos Produtores de Caju do Ceará (SINCAJU), Eng° Agrônomo Paulo de Tarso Meyer Ferreira, defendeu uma série de sugestões para revitalizar e fortalecer a cultura do caju no Estado do Ceará.

As sugestões foram apresentadas durante encontro de líderes do setor, realizada na Assembléia Legislativa no dia 27 de agosto, em Fortaleza, com produtores e deputados interessados na cajucultura.
O Eng° Agrônomo Paulo de Tarso critica a falta de incentivo à cultura do caju até então, que há mais de 20 anos chegou a produzir 150 mil toneladas do produto e hoje só produz 40 mil/50 mil toneladas, e aponta caminhos para a revitalização da cajucultura.

De acordo com o presidente do SINCAJU, um dos principais fatores é a distribuição de mudas com o objetivo de aumentar a produção. Essa distribuição, explica Paulo de Tarso, seria através de convênios com as prefeituras e suas secretarias de Agricultura dos municípios. “O produtor teria que preparar terreno com covas, devidamente adubadas, até o final de dezembro, com o propósito de aproveitar todo o inverno, isto é, começando a plantar em janeiro. As secretarias de agricultura, junto com a EMATERCE, faria o apoio técnico para os produtores”, diz.

Outra medida apresentada seria a assistência técnica e inovações aos cajucultores, com o investimento do Estado que tem de estar comprometido com seu retorno econômico, de maneira a melhorar o sistema de produção, com foco em ajudar os produtores que não usam nenhuma técnica de produção.
Na visão do engenheiro agrônomo, o aproveitamento do pedúnculo do caju, também passa por esta revitalização, uma vez que o caju pode ser utilizado também na fabricação de suco, polpa, cajuína, mel de caju, doces, fibras e outros produtos.

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“Hoje existe a preocupação da população por produtos saudáveis, funcionais e fitoterápicos. O caju é uma das poucas frutas que reúne todas estas qualidades. Então temos que solicitar a participação das faculdades de engenharia de alimentos, farmácia, química, bem como Embrapa, Farmácia Viva e outros que queiram colaborar para validar o que já é de conhecimento popular”, diz.

Entre as sugestões levantadas pelo presidente do SINCAJU está ainda a colocação de produtos derivados de caju na merenda escolar, oferecendo aumento de ganho nutricional à merenda em mais de dois milhões de alunos e aumentando a renda dos produtores.

O fortalecimento da cajucultura também passaria pelos veículos de comunicação (TV e Rádio) do governo do Estado. Estes programas disseminariam a cultura e o desenvolvimento do caju. Além disso, o governo determinaria um gestor que centralize e responda por todos os programas voltados para o setor. Hoje, infelizmente, não existe um interlocutor a nível estadual. Atualmente há entendimentos entre o presidente do SINCAJU e o deputado estadual Romeu Aldigueri nesse aspecto.

O presidente do SINCAJU concluiu suas sugestões para a revitalização da cultura do caju dizendo que ela continua na UTI e que poderia gerar dezenas de milhares de empregos, renda para os produtores, além da fixação do homem no campo e impostos para o Estado do Ceará.