Com oito Kikitos, ‘Pacarrete’ é o grande vencedor do 47º Festival de Cinema de Gramado

O filme conta a história real de uma mulher chamada Pacarrete, que volta para a cidade natal, Russas, para estrelar uma apresentação de balé

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A atriz paraibana Marcélia Cartaxo teve muito a festejar na noite deste sábado (24), durante o 47º Festival de Cinema de Gramado. O filme “Pacarrete”, dirigido por Allan Deberton e estrelado por ela, foi o grande vencedor do festival, levando oito Kikitos, e rendeu a Marcélia mais um prêmio de melhor atriz.

Ao G1, ela comentou sobre a emoção do momento e comparou a reação do público com “A Hora da Estrela” (1985), longa pelo qual ganhou o Urso de Prata do Festival de Berlim. Ao final da exibição do filme em Gramado, na sessão de terça-feira (20), Marcélia e a equipe que realizou o filme foram ovacionadas pelos presentes.

“É uma gratidão muito grande. Tocar o coração das pessoas é muito difícil hoje em dia. Foi uma sessão muito especial. As pessoas choravam, riam. Muito parecido com ‘A Hora da Estrela’. Foi uma coisa muito linda, inesquecível”, declarou.

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O filme conta a história real de uma mulher chamada Pacarrete, interpretada por Marcélia Cartaxo. Ela é uma bailarina e professora de dança aposentada que volta para a cidade natal, Russas, no interior do Ceará. Pacarrete sonha em estrelar uma apresentação de balé para a população local, mas é rejeitada pela própria cidade e tachada de louca.

Marcélia, que é paraibana de Cajazeiras, comparou Pacarrete à classe artística. “Ela é como nós, a gente resiste com a nossa arte, com o nosso lugar. Sempre lutando por isso. Principalmente nesse momento tão difícil, que estamos perdendo espaço, editais, é uma luta muito grande”, afirmou.

“Pacarrete” levou os Kikitos de melhor filme pelo júri oficial e popular, melhor atriz, melhor ator e atriz coadjuvantes, melhor direção, roteiro e desenho de som. Também estavam no elenco as paraibanas Zezita Matos e Sôia Lira – que também foi reconhecida e levou o prêmio de melhor atriz coadjuvante.

“A gente não esperava. Concorrer com filme de Miguel Falabella [Veneza] e com o filme de Hebe Camargo [Hebe – A Estrela do Brasil], com Andréa Beltrão. Nesse momento que a gente tá vivendo e o Nordeste sendo tão recriminado, tão massacrado, e a gente ganhar tantos prêmios. É um orgulho muito grande. Reconhecimento de um trabalho de muitos anos, com muita garra, força e coragem”, pontuou Sôia Lira.

O filme ainda está em fase de exibições em festivais e só deve entrar no circuito comercial de cinemas em março de 2020.

G1.com