Wesley Batista também pede para começar a pagar multa de R$ 110 milhões prevista no acordo de delação

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O empresário Wesley Batista, um dos sócios da J&F, pediu nesta terça-feira (22) que o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determine a abertura de uma conta judicial para que ele inicie o pagamento da multa de R$ 110 milhões previstos no acordo de delação premiada fechado com a Procuradoria Geral da República.

O acordo firmado entre o empresário e a PGR prevê o pagamento do valor em 10 parcelas anuais a partir do dia 1º de junho, na semana que vem.

Nesta segunda, o irmão dele, Joesley Batista, já tinha feito o mesmo pedido.

O acordo de delação premiada dos dois empresários e de outros dois executivos do grupo está sob análise do STF depois que a Procuradoria pediu a anulação das colaborações.

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No pedido, a PGR disse considerar que houve omissão e má-fé por parte dos executivos já que, segundo o órgão, eles teriam mentido sobre a participação de Marcelo Miller, ex-procurador da República, como orientador da colaboração.

Wesley Batista argumenta que a abertura da conta é necessária para que ele efetue o depósito dentro do prazo “em estrita observância” ao que prevê o acordo.

“Diante disso, requer a Vossa Excelência a determinação de abertura de conta bancária para que o depósito seja feito tempestivamente, em estrita observância às obrigações assumidas no acordo de colaboração premiada”, diz a defesa do empresário.

Pelos acordos, cada um dos irmãos Batista pagará a quantia de R$ 110 milhões. Os documentos preveem que 80% vá para a União, como forma de indenização pelos desvios que eles assumiram, e 20% vá para “os bens jurídicos ofendidos pela lavagem de dinheiro”, que, na prática, podem ser órgãos que atuam no combate ao crime.

Assim com fez a defesa do irmão, os advogados de Wesley Batista não mencionam no pedido ao STF o fato de a Procuradoria ter pedido a anulação do acordo.

Fonte: G1